Quadrilha

30 11 2007

Depois de comentar sobre esse poema várias vezes, inclusive nessa semana, resolvi dedicar um post à ele:

Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa
que amava Raimundo
que amava Maria
que amava Joaquim
que amava Lili
que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e
Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

É… é a vida…





O fim de uma era!

29 11 2007

Pois é…

É quase isso que estou passando agora…

Estou trocando de emprego…

Como isso aconteceu poucas vezes na minha vida, me sinto meio estranho…

Também não sei se um dia deixarei de me sentir assim…

Sou, como todo bom canceriano, meio avesso à mudanças…

Se está bom, não se deve mexer…

O problema é quando o bom não é mais suficiente…

E isso foi mais ou menos o que ocorreu…

Nessa segunda-feira (dia 03/12) começo uma nova jornada em uma nova empresa…

Espero, como todas as pessoas em frente a novos desafios que se decide enfrentar, que hajam muito mais alegrias que decepções…

Seria pedir demais não ter decepção nenhuma, mas veremos o que o futuro reserva…

Para trás, deixo uma empresa na qual trabalhei por 6 anos…

De onde tirei grandes ensinamentos, e pude colocar em prática grandes idéias…

Deixo amigos e colegas, amigos que viraram colegas, colegas que viraram amigos e um tanto de pessoas que não se enquadram em nenhuma das categorias…

Beijos e abraços a todos… e até a próxima…





Saudade

20 11 2007

Mais um texto recebido por e-mail… Como gostei muito dele, vai aí a reprodução:

(Atribuído à Miguel Falabella)

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra
uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página do Diário Oficial,
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
se ele continua preferindo Malzebier,
se ela continua preferindo suco,
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor,
se ele continua cantando tão bem,
se ela continua detestando MC Donald´s,
se ele continua amando,
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os
amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…

Fui…





Novembro…

12 11 2007

Olá…

Pois é… brinquei, dei risada, trabalhei…

Acordei cedo (até nos finais de semana), fiquei acordado até tarde (principalmente nos finais de semana), faltei na faculdade…

Assisti a um bom tanto de aulas sem sentido, revi varias vezes as mesmas matérias…

Revi várias vezes as mesmas pessoas, não vi (e não vejo há um bom tempo) um monte de outras…

E, completamente alheia a minha vontade, a vida continua a minha volta…

O ano passa e já se aproxima de seu fim…

É chegada a hora de estudar para as provas finais, e de perceber que ainda se sabe muito pouco do que se deveria saber para passar por elas sem grandes problemas…

É hora de pensar em como será a ceia de Natal, e nas pessoas que se irá encontrar…

Pensar em resoluções de Ano Novo… E perceber que as que você tinha no fim do ano passado ainda estão em aberto…

É hora de pensar em algumas escolhas da vida…

Hora de rever o emprego, a casa, a faculdade…

Relembrar dos amigos, dos conhecidos, dos amores, dos queridos, dos que a gente num quer nem lembrar, e todo mundo que não se encaixa em nenhuma “definição prévia”…

Hora de lembrar de momentos, de pequenas felicidades que já passaram por nós, e nos marcaram de modo indescritível…

Hora de lembrar de alguns momentos não tão felizes…

E do que aprendemos com eles… E de como, de um modo bem inocente, não percebemos que eles estavam por vir antes de acontecerem… Mesmo com todos os sinais…

É… hora de reavivar (como se eu precisasse de algum esforço para isso) o saudosismo…

É galera… Já estamos em Novembro…

Fui… Abraços!