Quadrilha

30 11 2007

Depois de comentar sobre esse poema várias vezes, inclusive nessa semana, resolvi dedicar um post à ele:

Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa
que amava Raimundo
que amava Maria
que amava Joaquim
que amava Lili
que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e
Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

É… é a vida…





Saudade

20 11 2007

Mais um texto recebido por e-mail… Como gostei muito dele, vai aí a reprodução:

(Atribuído à Miguel Falabella)

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra
uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página do Diário Oficial,
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
se ele continua preferindo Malzebier,
se ela continua preferindo suco,
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor,
se ele continua cantando tão bem,
se ela continua detestando MC Donald´s,
se ele continua amando,
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os
amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…

Fui…





Bar ou Academia

25 10 2007

Recebi essa por e-mail hj…. Mereceu um post!

BAR OU ACADEMIA?

Porque será que
é mais fácil freqüentar um bar do que uma academia?
Para resolver esse grande dilema, foi necessário freqüentar os dois
(o bar e academia) por uma semana.

Vejam o resultado desta importante pesquisa:

Vantagem numérica:
- Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho. 1×0 pro bar.

Ambiente:
- No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia
amolece no primeiro gole de cerveja. Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia. 2×0.

Amizade simples e sincera:
- No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda.
Os companheiros do bar Só reparam se o seu copo está cheio ou vazio.
3×0.

Compaixão:
- Você já ganhou alguma ’saideira’ na academia? Alguém já te
deu uma semana de ginástica de graça? No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja ‘na faixa’. 4×0.

Liberdade:
- Você pode fumar na academia? 5×0.

Libertinagem e democracia:
- No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, o problema é seu… Na academia, você não pode dividir um aparelho. 6×0.

Saúde:
- Você já viu um ‘ barista’ (freqüentador de bar) com pedra no rim?
7×0.

Saudosismo:
- Alguém já tocou a sua música preferida na academia, inclusive ‘aquela’ que você pede ‘n’ vezes quando está tentando ‘afogar’ o fora que levou?
8×0.

Emoção:
- Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia?
9×0.

Memória:
- Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos?
E no bar? 10×0 pro bar !!!

ENTÃO VAMOS PRO BAR!!!

Mas atenção:

Se for dirigir, não beba. Se for beber, ME CHAME PELO AMOR DE DEUS !!!





Crônica do Amor, de Arnaldo Jabor

1 10 2007

“Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.
Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.
Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste.
Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.
Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.
Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente.
Lê livros, revistas, jornais.
Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita.
Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.
Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa.
Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!
Pense nisso.
Pedir é a maneira mais eficaz de merecer.
É a contingência maior de quem precisa.”





REDAÇÃO: "Você tem experiência?"

19 09 2007

Mais uma coisa recebida por e-mail, verdade ou não, vou reproduzir aqui, a título de “lembrete”…

REDAÇÃO: “Você tem experiência?”

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: “Você tem experiência?”
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA :

“Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho,e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro.

Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando,e fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor,mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade.

Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “para sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
Qual sua experiência?” .

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência… experiência…
Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência? Não!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”





Metade de Mim

28 05 2005

Essa foi retirada do blog antigo, e originalmente enviada para mim por um grande amigo. Valeu Nareba!

Metade de Mim

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que eu sei
Que a morte de tudo o que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silencio

Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que triste
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante

Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas
com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de
sentimento

Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz
que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade é um vulcão

Que o medo da solidão que convive comigo se afaste ou que ao menos se
torne suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter
dado na infância

Porque metade de mim é a lembrança do que fui
E a outra metade eu não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer
aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para
faze-la florescer

Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor…
E a outra metade também.

(Autor desconhecido)